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História

Concelho de Pampilhosa da Serra

Os Mouros da Pampilhosa da Serra

Conta-se que antigamente, na Pampilhosa da Serra, existiam mouros. Essa comunidade de mouros morava numa gruta num sítio chamado "Ponte da Covilhã".
Certo dia, uma mulher moura que estava para ter bebé encontrou-se em grandes dificuldades no trabalho de parto.
O marido muito aflito foi procurar auxílio à povoação. Soube então de uma senhora que fazia partos e foi-lhe pedir ajuda.
Algumas pessoas não confiavam nos mouros e aconselharam-na a não ir porque eles podiam matá-la.
A senhora encheu-se de coragem e foi fazer o parto que por sinal correu muito mal. Em troca da sua bondade o mouro deu-lhe pedras de carvão. A senhora pelo caminho olhou fixamente para as pedras e disse:
- Para que quero isto? - E atirou-as de seguida para o chão.
Pensou melhor e levou duas para casa. Quando chegou a casa, tirou as pedras de carvão para trás da lareira. De manhã quando olhou para a lareira, viu duas pedras de oiro. Vestiu-se rapidamente e foi a correr ao local onde tinha deixado as outras duas, mas estas tinham desaparecido.
Não acreditam? Ainda existe essa gruta na Pampilhosa da Serra.

Alunos do 1º ciclo da EBI Pampilhosa da Serra

A Ponte da Covilhã

A lenda conta-nos que homens do concelho da Covilhã quiseram reclamar a Pampilhosa pela lei da força, para tal foi necessário tentar apanhar a população desprevenida. Não podiam portanto alcançar os Paços do Concelho pela ponte no centro da vila, porque seriam vistos. Decidiram durante a noite construir uma ponte, e foi o que fizeram. No entanto existem dois finais felizes para a população da Pampilhosa: 
- Após atravessarem a ponte e no caminho para a vila tiveram que passar pelo cemitério e foram detidos pela intervenção divina de S. Sebastião, no local onde foi construída uma capela como forma de agradecimento.
- A outra (e tendo em conta a mentalidade actual) diz que houve um habitante que ao voltar da horta avistou as movimentações e, como acontece ainda nos nossos dias, contou a toda a gente da vila e todos se puseram em guarda à espera dos invasores, que foram corridos...

Ficção ou realidade a ponte está lá dissimulada o meio da vegetação, ligando duas margens do rio num local aparentemente desnecessário, guardando consigo o mistério da sua construção e puxando pela imaginação dos que ouvem a sua lenda.

Nota: A história com o final por intervenção divina foi-me contado pela minha tia avó Maria José da Eira já falecida, a história com o final épico foi-me contada pelos meus pais.

Emília Olivença Simões

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