Criar novas mobilidades e promover a coesão territorial

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Melhorar e valorizar os meios existentes, promover o transporte público, tornando-o mais ágil e mais eficiente, criar novas mobilidades e promover a coesão territorial e, assim, reduzir a poluição, particularmente as emissões de CO2, são os principais objetivos do Plano de Mobilidade Urbana da Região de Coimbra, sintetiza João Ataíde, presidente da CIM da Região de Coimbra.

O PAMUS, que foi apresentado sexta-feira, dia 19 de fevereiro de 2016, em Coimbra, e está em apresentação pública, devendo “os contributos” ser enviados para esta entidade até dia 27 de fevereiro, privilegia vias cicláveis, pedonais e transportes públicos, mas a sua eficiência aumentará com meios como o metropolitano do Mondego ou a linha da Beira Alta.

A requalificação da ferrovia entre Pampilhosa/Coimbra e Vilar Formoso, a implantação do metropolitano de superfície em Coimbra e no Ramal da Lousã, a ligação entre Coimbra e Viseu por autoestrada e a conclusão do IC6 (itinerário complementar entre o IP3, na zona de Penacova/Coimbra, à A23, na Covilhã) são “fundamentais para a competitividade” e para “a coesão do território”, sustentou o vice-presidente da CIM da Região de Coimbra, Ricardo Alves.

Além disso, estas infraestruturas contribuirão para tornar mais eficiente e para atingir as metas do PAMUS, que, por isso, as considera, tal, aliás, como o porto da Figueira da Foz e os Caminhos de Fátima, sublinhou Ricardo Alves, que também é presidente da Câmara de Arganil.

A CIM da Região de Coimbra, que abrange 19 municípios, considera tais infraestruturas porque são muito importantes para a região, mas também pelo papel que elas podem ter em relação ao PAMUS, embora tenha consciência de que, ao fazê-lo, “pode pôr em riscos a avaliação” por parte da autoridade de gestão dos fundos comunitários, disse Jorge Brito, secretário executivo da CIM – mas “é um risco assumido”, salientou.

“Pessoalmente, acho que o metropolitano é fundamental para a Região de Coimbra”, subscreveu Álvaro Costa, um dos responsáveis pelo PAMUS, defendendo que “no Porto foi o metro que desbloqueou a cidade” e que este meio de transporte “tem muito a ver com as soluções encontradas” para a mobilidade naquele centro urbano.

A conclusão do IC6 também é “fundamental”, mas a sua defesa também pode ser interpretada, pelos avaliadores do plano, como uma via contrário a um dos principais objetivos do PAMUS, que é “a redução das emissões de CO2”, adverte o especialista, em declarações à Agência Lusa.

Este plano é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional Centro 2020; Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Download do Relatório PAMUS versão preliminar