CIM RC com 39 Espaços do Cidadão

DSC_6301Os protocolos formalizados na terça-feira, dia 7 de outubro, envolvem 18 municípios da CIM da Região de Coimbra (Arganil, Cantanhede, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhos da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares) e vão conduzir à criação de 39 espaços do cidadão.

João Ataíde, presidente da CIM RC, considera que o novo serviço “mais não é do que a continuidade do processo de modernização da administração pública iniciado nos últimos anos. “Para nós presidentes dos Municípios da CIM RC, este ato é um motivo de enorme satisfação porque através da assinatura destes protocolos estamos a criar condições para a aproximação dos cidadãos à administração pública, descomplicando e tornando a vida mais simples”, disse.

DSC_6353Este ato, prosseguiu, “é um passo de boa burocracia”, integrando “a defesa dos direitos” nas vantagens da criação dos Espaços do Cidadão.

Na presença do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Rural, Miguel Poiares Maduro, que presidiu à cerimónia de assinatura dos protocolos com os Municípios da CIM RC, João Ataíde disse “estar seguro” que a criação dos Espaços do Cidadão “não implica a diminuição dos serviços da administração pública”, já que “estamos perante uma questão sensível e com implicação ao nível do prestígio dos concelhos, que não se faz, só, por designação administrativa, pelo que o poder administrativo consolidado é fundamental”.

Manifestando orgulho pelo facto de Portugal assumir posição de liderança na digitalização dos serviços públicos, João Ataíde considera “um grande passo” a disponibilização do acesso à administração pública a freguesias com dois ou três mil habitantes, salientando, ao mesmo tempo, os benefícios resultantes do reforço do contacto dos cidadãos com as novas tecnologias. “Temos comunidades muito desamparadas, a precisar de apoio permanente em vários serviços, e em que o trabalho e o conhecimento dos presidentes de junta de freguesia já não é suficiente”, alertou.

DSC_6307Na intervenção que produziu após a assinatura dos protocolos, o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Rural, Miguel Poiares Maduro, assegurou que a criação de espaços do cidadão não implica o encerramento de serviços de atendimento da administração pública.

A lógica dos espaços do cidadão “é que a racionalização passa pela partilha de um espaço comum, não pelo encerramento de serviços no território”, reafirmou o membro do Governo.

Segundo Poiares Maduro, esta nova “rede de atendimento dos serviços públicos” é “complementar à rede existente, não visa substituir as formas tradicionais de atendimento da administração pública”, salientando que, deste modo, é possível “chegar com muito maior proximidade ao cidadão”, designadamente a zona do território “onde nunca tinha chegado”.