Instalação do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal da Região de Coimbra

INSTALA CEDI

DSC_5416Na cerimónia de Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal da Região de Coimbra, que decorreu no auditório da CIM RC, na Fundação Centro de Estudos e Formação Autárquica, João Ataíde, presidente da CIM RC, considerou o novo órgão uma peça central do modelo de governação de que a Comunidade Intermunicipal se pretende dotar, no quadro de referência que é proposto pelo acordo de parceria. “É por isso que na constituição permanente do Conselho tivemos em conta todas as entidades relevantes e com um histórico sólido no que toca ao desenvolvimento das suas atividades no espaço de atuação da comunidade”, acrescentou.

Décadas de uma lógica “distrital”, alertou João Ataíde, “formataram profundamente a nossa forma de dividir o território e a reversão desse quadro mental será smpre um processo demorado”. Além disso, importaria também, considera o presidente da CIM RC, “que fosse claro um esforço de aproximação da malha desconcentrada da Administração Pública à nova realidade das comunidades intermunicipais”. E prosseguiu: “Esse movimento daria coerência, visibilidade e credibilidade a estas estruturas e facilitaria o processo da sua afirmação como espaços privilegiados de concretização de várias políticas públicas”.
As comunidades intermunicipais configuram-se, de facto, salientou, “como espaços privilegiados para o diálogo e a construção política em base supramunicipal mas, ainda assim, a uma escala que permite um conhecimento detalhado das condições concretas em que vivem as populações e em que operam as empresas, as instituições do “terceiro sector” e a administração pública”. Trata-se, dir-se-ia, de um justo equilíbrio entre um limite mínimo de massa crítica e a manutenção de uma dimensão humana e de proximidade nas decisões.

Já Augusto Mateus, na apresentação do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Região de Coimbra 2014-2020, afirmou que “um país que se queixa do envelhecimento, é um país sem futuro”.

Para o economista e antigo ministro, o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Região de Coimbra 2014-2020 “tem muito de exigência”, assim como de “rutura com o passado recente”, pelo é necessária a territorialização das políticas públicas, apontando a “valorização e gestão dos recursos endógenos”, a transformação de Coimbra como “polo de inovação” e o reforço da “coesão e inclusão social” como as áreas de intervenção prioritárias para a região.

Também presente na cerimónia, a que presidiu, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro de Almeida, considerou que o próximo programa de fundos europeus, designado “Portugal 2020″, será um “passo muito importante para favorecer a cooperação entre municípios”.

A instalação do Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal da Região de Coimbra contou ainda com as presenças dos presidentes e vereadores dos Municípios do Conselho Intermunicipal, representantes das entidades que integram o Conselho Estratégico para o Desenvolvimento Intermunicipal da Região de Coimbra, bem como a Direção do CI e Secretário Executivo, do presidente da autarquia anfitriã, a Câmara de Coimbra, Manuel Machado, e da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro, Ana Abrunhosa, entre outras personalidades.